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Marx Pedro

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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Arte e cultura, Informática e Internet

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    Templates da Lua

    30/11/2012

    Sorriso Podre

    Sorriso Podre

    Abro os olhos
    vejo o ceu texturizado de nuvens
    enchendo a linha do horizonte de brancas paisagens

    e eu dichavando, divagando em loucas teorias
    que daqui a pouco vão ser só bobagens

    ...Só bobagens

    Pra buscar um patamar melhor de conciencia
    Liberdade na cabeça pra trazer alivio
    Busque o sonho de quem ousa e vá fazer dinheiro
    e se dinheiro é o que te traz felicidade

    ...Fique a vontade

    confronte a lei e a ordem tente ser ouvido
    aceitando o doce fardo de ser só humano
    dando cega confiança a velhos alienados
    que devoram a tua carne e te sorriem babando

    pois foram eles que fizeram essa merda toda
    toda guerra, peste, fome que nos apavora
    nos enganando e amputando nossa esperança
    alimentando a revolta que eu canto agora

    Meu desejo é que se afogue em sua arrogancia
    entulhe toda a sua grana e morra sozinho
    e que o mal que praticou invada a sua mente
    e que o remorso te persiga em todo seu caminho

    manchastes com tua ganancia a arte da politica
    arte que você nem sabe do que se trata
    pois so dedicas atenção ao que te soma lucro
    vendendo a alma ao diabo por ouro e prata

    pra vocês direciono toda a minha ira
    obscura como o teu sorriso no santinho
    motivador absoluto do meu desprezo
    tira o teu sorriso podre do meu caminho

    Marx Pedro


    Escrito por ..M@RX.. às 21h38
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    07/11/2012

    O tempo e o vento

    O tempo e o vento

     

    Tudo em mim agora emana solidão
    Como estatua encarquilhada pelo tempo
    Ando só e tiro as minhas proprias fotos
    sou folha Seca ao sabor do vento

    Nada mais do que caminhar sozinho
    Suplantando as agruras do caminho

     Conto pombos para aliviar
    Deixo o mundo se acabar só
    Sigo os rastros de antigas canções
    Pra me guiar

    A vida me fez perito
    na arte de cruzar estradas
    Na mochila lembranças dos bons amigos
    Que ficaram seguindo suas jornadas

    Assobiando e perseguimdo o norte
    sou um universo de pequeno porte

    Busco paz para me preservar
    Sanidade pra me conduzir
    Nem tanto asas pra poder voar
    Mas um motivo simples pra sorrir

     

    Marx Pedro


    Escrito por ..M@RX.. às 18h36
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    Canto de libertação para os pais

     

    Canto de libertação para os pais



    De onde estou ja posso ver daqui
    crianças correm brincam a sorrir
    Enquanto os pais correm na direção
    Que a vida um dia os obrigou a seguir

    São doutrinados pela emoção
    Escravizados por um deus vilão
    Ignorando o que de fato importa
    Já que não passa na televisão

    Daqui um dia quero contemplar
    Um grito alegre a ecoar no ar
    De pais libertos da escravidão
    Com coisas UTEIS pra se preocupar

    Fazer o Ben priorizar o amor
    Sair do seu mundo de isopor
    Brincar como as crianças pelo chão
    E ser mais uma voz nesta canção

    Inventam normas para discumprir
    criam sentenças para se punir
    e suas leis são as religiões
    Que os impedem de evoluir

    Crianças brincam LIVRES pelo chão
    De pega - pega, policia e ladrão
    Ignorando se o dolar subiu
    Sendo felizes sem complicação

    Daqui um dia quero contemplar
    Um grito alegre a ecoar no ar
    De pais libertos da escravidão
    Com coisas UTEIS pra se preocupar

    Fazer o Bem priorizar o amor
    Sair do seu mundo de isopor
    Brincar como as crianças pelo chão
    E ser mais uma voz nesta canção

    Marx Pedro


    Escrito por ..M@RX.. às 18h34
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    Luana

     

     Luana


    Luana andava se queixando da vida
    e sempre ouvia musica depressiva
    só bebia bebida destilada
    fumava feito doida obsessiva

    Quando tentava dar um rumo na vida
    como havia a sua mãe prometido
    acontecia como das outras vezes
    só se lembrando quando ja tinha se esquecido

    Luana não era superticiosa
    mas sempre andava com um trevo da sorte
    rezava sempre quando entrava em um onibus
    e acreditava em vida após a morte

    Luana idolatrava Chico Buarque
    mas não curtia Caetano Veloso
    pois preferia ouvir Arnaldo Batista
    do que aquele baianinho orgulhoso

    Luana tinha uma beleza inocente
    quando não estava com o sapato apertado
    mas não achava a menor graça na lua
    e nem naqueles papos de namorado

    Luana achava todo menino idiota
    e os tratava com a devida frieza
    sempre a olhavam com aquelas caras de bobos
    "devem estar pensando em safadeza"

    Um certo dia retornando pra casa
    Luana viu que um rapaz lhe sorria
    e esse sorriso era tão lindo e Luana,
    não entendia o que lhe acontecia

    Nas tantas vezes que olhou para Leandro
    Luana nunca notara que ele era tanto
    chegava mesmo a ser um pouco sem graça
    mas seu sorriso revelou seu encanto

    Luana cega se jogou em seus braços
    e o amou desesperadamente
    se entregando a esse amor improvável
    sabendo que seria feliz eternamente.

    Marx Pedro


    Escrito por ..M@RX.. às 18h33
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    O nome

     

    O nome


    Eu sou lembrado nos cortejos funebres
    sou adorado no dia de reis
    eu apareço no cartaz do filme
    sou ovacionado na parada gay

    eu tava la na posse do obama
    e no canal que exibia lost
    eu tava na revolução cubana
    eu era a luz que escorria do poste

    Alguns me chamam de senhor da guerra
    das guerras sou as ideologias
    e quando o homem viajou pra lua
    eu ja estava la ha quatro dias

    Eu sou o medo que te invade a alma
    quando a tua vida te exige um passo
    eu sou a guerra pela audiencia
    sou a tatoo que você fez no braço

    Sou a mensagem disfarçada em codigo
    pra confundir os sabios e os loucos
    sou a ciencia dos que sabem tudo
    sou do grupinho que aceita poucos

    Eu sou o mentor da crise financeira
    que leva o jovem rico ao desespero
    eu sou o desejo na estrela cadente
    eu sou o que você faz por dinheiro

    Eu sou a voz naquele pesadelo
    que sempre te faz acordar suado
    eu sou o bichinho da carne de porco
    eu sou o cara sentado ao seu lado

    Eu sou o rosto que aparece em marte
    eu sou o esquadro da maçonaria
    e se você nunca ouviu o meu nome
    tenho certeza que ouvirá um dia.


    Marx Pedro


    Escrito por ..M@RX.. às 18h33
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    Escrito por ..M@RX.. às 18h29
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    Aline

    Aline



    eu te amo.
    mais que demaiS
    mais que o cais
    quando já não te vê mais

    mesmo quando a dor me faz perecer
    tenho o alento
    alento doce de te ver

    mesmo quando a doce vida a dor define
    amarga fica, triste vida oprime
    mesmo quando amarga o féu e se obstine
    amarga a vida doce Aline

    já se faz a tarde finda
    já que finda a tarde jaz
    já que a tarde te faz linda
    que a tarde não se acabe mais

    Cleones


    Escrito por ..M@RX.. às 18h24
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    Joelma

     

    Joelma



    Fria e densa núvem de dor
    Em meus olhos se faz real
    Vejo a vida, tão bem vivida.
    Desfazendo-se feito vela em castiçal.


    É, a sala ao lado já se foi.
    E já não tarda o elemento
    a minha vida invadir
    Alô, o telefone não funciona.
    Socorro! Alguém pode me tirar daqui?


    Que besteira, já não adianta mais gritar.
    O meu destino bobo se encerra aqui
    Só sinto mesmo pelos destinos que ficaram
    Dos que estavam comigo quando chorei
    Ou quando sorri


    Não sei o que me espera ao cruzar a ultima porta
    O que sei é que quando tudo se acalmar
    Restarão boas lembranças
    E eu estarei morta


    O calor já não mais me incomoda
    Minha pele perdeu o tato
    No meu coito triste com a morte
    Dois segundos restam para se consumar o ato


    Deixo um beijo para a minha sobrinha
    Que na terça vi pela ultima vez
    Vai crescer sem conhecer a tia
    Que amarga agora a dor da vida que se desfez


    Daqui de cima já vejo o meu corpo
    Que o fogo impiedoso consumiu
    Sinto uma paz que não combina com o que houve
    Sou agora escombro de uma vida que ruiu



    Marx Pedro


    Escrito por ..M@RX.. às 18h11
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    A Morte da Fênix

     

    A Morte da Fênix

     No frio cálido da voz que em tí ressoa

    Doces palavras o vento me dizia

    Teu rosto triste um encanto revelava

    E o meu sorriso na tristeza se escondia

     

     da falsa deusa que há muito se ocultava

    Restou apenas um divino ser alado

    do ser humano que as vezes se exaltava

    Restou um escravo de um amor inacabado

     

     Já não me calo ante a dor da voz intensa

    Que o refugio em minha mente encontrava

    Já não me mato ante a tua doce morte

    Que toda noite em minha cama me matava

     

    A Fênix hoje da cinza não ressurge

    Pois a fornalha com o tempo não se apaga

    só resta agora conquistar de vez o fogo

    pois o fogo, pelo fogo, se estraga.


    Marx Pedro

     


    Escrito por ..M@RX.. às 18h10
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    Leito de pedra

    Leito de pedra

     

    A morte ronda o teu caminhar

    Mas você não se entrega

    Trava lutas com um deus irreal

    Num duelo sem tréguas

     

    O frio impede o teu despertar

    No teu leito de pedra

    Se alimenta da luz de um luar

    decomposto e em trevas

     

    Teve vida prá dar e vender

    Mas a dor não espera

    Tira a força de heróis colossais

    Põe final em guerras

     

    Quando o rato domina o leão

    A história termina

    Já não olhe o sangue no chão

    Viver é tua sina.


    Marx Pedro


    Escrito por ..M@RX.. às 18h09
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    Escrito por ..M@RX.. às 18h09
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    Deu-se o fim

     

    Deu-se o fim




    deu-se assim
    a olhar
    para o ar
    a buscar por assim dizer o fim

    la está prá quem quiser olhar
    a se entregar sem desejar
    ao olhar de quem um dia se escondeu
    pra não fitar

    vai passar
    olha lá na tv
    vou chorar por você
    sem querer me lembrar
    de quem fui prá nós dois

    já passou toda dor
    de viver
    por me ver
    derramar sem chorar, lágrimas

    durma em paz
    onde estás
    escrevi prá você:
    "um amigo melhor,
    aqui jaz"

     Marx Pedro


    Escrito por ..M@RX.. às 18h07
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    MOÇA

    MOÇA


    Moça

    Quanto custa este teu beijo?

    Vou pagar com o meu desejo

    Custe o preço que custar

     

    Moça

    Já te olhei por muito tempo

    Rosto nu, cabelo ao vento

    Vim aqui prá te buscar

     

    Olhando o teu batom vermelho

    Sei que você não é feliz


    Tua vida se esvaindo aos poucos

    No teu olhar de meretriz

     

    Moça

    Quanto custa o teu sorriso?

    Que me eleva ao paraíso

    E alimenta o meu olhar

     

    Moça

    Só te peço que me queiras

    Sou teu de qualquer maneira

    Só não posso te amar

     

    Olhando o teu baton vermelho

    Sei que você não é feliz

     

    Tua vida se esvaindo aos poucos

    No teu olhar de meretriz

     

    Marx Pedro

     


    Escrito por ..M@RX.. às 18h06
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    MILHÕES DE FLORES

     

    MILHÕES DE FLORES

     

    Eu te dei milhões de flores

    Prá te seduzir

    Mas você me disse que não estaria aqui

     

    Toda vez que eu digo que te amo

    Você sai

    Já não olha nos meus olhos

    Nem me beija mais

     

    Mesmo assim eu luto

    Prá te ver feliz

    Mesmo assim te quero tanto quanto sempre quis

     

    A luz do mundo já não alivia a dor

    Pois não há dor mais funda

    Do que dor de amor


    Marx Pedro

     

     


    Escrito por ..M@RX.. às 17h55
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    COPOS DE PAIXÃO

     

    COPOS DE PAIXÃO

     

    Fui derrotado pela força de um amor criança

    Que me deu carinho, paz e um pouco de esperança

    Me amou e me matou, tudo de uma vez

     

    Me tirou da condição de desvalido

    Mas me deixou no chão como um anjo caído

    não entendo até hoje o que este amor me fez

     

    Bebo copos de paixão de um lamaçal insano

    Só encontro deus, no meu potencial humano

    Falo de amor como se eu fosse bom


    Você foi a brisa leve antes da tempestade

    Você foi a parte inteira da minha metade

    Não sei se azar ou sorte o teu amor me deu


    Marx Pedro

     


    Escrito por ..M@RX.. às 17h54
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